Videovigilância e CCTV
Câmaras, gravador, cabo e acesso remoto — projetados em conjunto, porque é sempre a parte esquecida que estraga o resto.
LUANDA · LISBOAUma instalação de videovigilância não são câmaras. São câmaras, o cabo que as alimenta, o switch que as junta, o disco que grava e a largura de banda que permite ver aquilo de fora. Falha uma dessas cinco coisas e o sistema não serve — mas continua a ter luzinhas acesas, que é o que engana toda a gente.
Aqui projeta-se o conjunto: onde ficam as câmaras para cobrirem o que interessa em vez de cobrirem o teto, que cabo vai lá ter, quantos dias de gravação é que o disco aguenta mesmo, e como é que se vê aquilo do telemóvel sem abrir o sistema ao mundo inteiro.
O que se faz
Levantamento no local
Onde estão os pontos cegos, o que precisa mesmo de ser visto e o que é câmara a mais a gastar disco.
Projeto de cobertura
Posição, ângulo e tipo de câmara escolhidos pelo que têm de apanhar — matrícula, rosto ou movimento são três coisas diferentes.
Cabo e alimentação
Cablagem estruturada e PoE dimensionado. Sem fonte de alimentação partilhada por seis câmaras à espera de cair.
Gravação dimensionada
Dias de retenção calculados a partir das câmaras que lá estão, não a partir do que vinha na caixa.
Acesso remoto
Ver do telemóvel sem expor o gravador na internet aberta.
Documentação e etiquetas
O rack fica etiquetado e o sistema fica documentado. Quem lá for a seguir percebe o que está a ver.
Se isto te soa familiar
- O DVR "está a gravar" — mas o disco morreu há oito meses e descobre-se no dia do assalto.
- Há câmaras a mais e nenhuma aponta para a porta por onde se entra.
- Ninguém sabe a palavra-passe do gravador desde que o técnico anterior desapareceu.
- A imagem só serve para dizer que "esteve ali alguém" — não dá para identificar ninguém.
- O sistema vê-se de fora porque o gravador está com as portas abertas para a internet.
Porquê aquiQuem monta as câmaras aqui é a mesma pessoa que escreve o software que as gere. Isso quer dizer que a câmara não é escolhida por ser a que o fornecedor tinha em stock, mas por falar com o que se vai construir por cima dela — e que quando alguma coisa falha, não há três empresas a apontar o dedo umas às outras.
As provas
- Dois resorts na costa (Angola, hotelaria): videovigilância e rede estruturada em todo o recinto, com cobertura de internet incluída.
- Ginásio (Angola): videovigilância a par de catraca com controlo de acesso.
- Residência automatizada (Angola): CCTV e vídeo porteiro no mesmo sistema das cortinas e da iluminação.
Antes de perguntares
Quantos dias de gravação é que preciso?
Depende do que se está a proteger e de quanto tempo demora a dar por uma ocorrência. Num sítio onde alguém repara no mesmo dia, uma semana chega. Num armazém que só se confere ao fim do mês, uma semana não serve de nada. O número de dias é uma decisão que se toma antes de comprar o disco, não depois.
Dá para aproveitar as câmaras que já lá estão?
Muitas vezes dá, e é a primeira coisa que se verifica. O que raramente se aproveita é a cablagem improvisada e a alimentação partilhada — essas são a origem da maioria das avarias que se atribuem às câmaras.
Uma câmara serve para ler matrículas e reconhecer rostos ao mesmo tempo?
Normalmente não. Ler uma matrícula em movimento e identificar uma cara são exigências diferentes de lente, de posição e de iluminação. Pedir as duas coisas à mesma câmara é a razão pela qual muitas instalações não fazem bem nenhuma das duas.
Trabalham em Angola e em Portugal?
Sim — Luanda e Lisboa. A obra física faz-se no local; a parte de software e o acesso remoto acompanham nos dois lados.
Alarme e controlo de acesso
Deteção de intrusão, controlo de acesso, catracas e vídeo porteiro — configurados para que ninguém sinta vontade de os desligar.
Redes e cabeamento estruturado
Rack organizado, cablagem certificada e Wi-Fi com cobertura medida em vez de adivinhada.
Smart building
Dispositivos, câmaras, alarmes e energia num só painel, em tempo real — multi-site, para hotelaria e para casa.
Videovigilância e CCTV? Descreve o problema.
Duas linhas chegam. Eu resmungo, digo-te o que não precisas e — se fizer sentido — construímos.
FALAR COM O MALUCO