INFRAESTRUTURA · 04

Redes e cabeamento estruturado

Rack organizado, cablagem certificada e Wi-Fi com cobertura medida em vez de adivinhada.

LUANDA · LISBOA

A rede é a coisa de que ninguém se lembra até tudo deixar de funcionar ao mesmo tempo — as câmaras, o sistema de faturação, o Wi-Fi dos clientes. É também a única parte da instalação que fica escondida atrás das paredes durante dez anos, o que faz dela o pior sítio para poupar.

Cabeamento estruturado quer dizer isto: cabo adequado, percursos pensados, rack organizado e etiquetado, e cada ponto certificado — para que daqui a três anos alguém consiga mexer naquilo sem ter de desmontar o edifício para perceber onde é que aquele cabo azul vai dar.

O QUE ESTÁ INCLUÍDO

O que se faz

Projeto de cablagem

Percursos, pontos e capacidade calculados para o que o sítio vai precisar, não só para o que precisa hoje.

Rack organizado

Montado, etiquetado e com o cabo gerido. Uma etiqueta é mais barata que uma hora de técnico à procura.

Certificação de rede

Cada ponto medido e certificado — a única forma de saber que a cablagem entrega o que promete.

Wi-Fi com cobertura medida

Access points posicionados a partir de levantamento, para não haver zonas mortas nem pontos a interferirem uns com os outros.

Routing e switching

Segmentação e configuração para que as câmaras, os dados e os convidados não andem todos na mesma rede.

REGISTO DE OCORRÊNCIAS

Se isto te soa familiar

  • Rack sem uma etiqueta: esparguete com IP.
  • O Wi-Fi vai bem na receção e desaparece na sala onde é preciso.
  • As câmaras andam na mesma rede que a faturação e que os convidados.
  • Cada ponto novo é um cabo novo por cima do teto falso, sem registo nenhum.
  • Ninguém consegue dizer que cabo vai dar a que sala sem desligar coisas para ver o que morre.

Porquê aquiA rede é o chão em que tudo o resto assenta — as câmaras, o controlo de acesso, a domótica e o software. Ser a mesma casa a montar a rede e a construir os sistemas que correm nela significa que a rede é dimensionada para eles, e não que se descobre no fim que não chega.

FEITO, NÃO PROMETIDO

As provas

  • Dois resorts na costa (Angola, hotelaria): rede estruturada, access points e cobertura de internet em todo o recinto, em conjunto com a videovigilância.
  • Ginásio (Angola): internet com cobertura no espaço todo, a par do controlo de acesso e do CCTV.
  • Formação em redes — routing e switching.

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PERGUNTAS QUE SE REPETEM

Antes de perguntares

Porque é que o Wi-Fi falha em certas zonas?

Quase sempre por uma de duas razões: não há cobertura onde é precisa, ou há pontos a mais a interferirem uns com os outros. Acrescentar mais um repetidor sem levantamento costuma piorar o segundo caso. A cobertura mede-se no local, não se estima pela planta.

O que é certificar a cablagem?

É medir cada ponto com equipamento próprio e confirmar que cumpre a norma da categoria instalada. Sem isso, "está a dar internet" é a única garantia que se tem — e um cabo que passa hoje a 100 Mbps pode não aguentar o que lá se quer pôr amanhã.

Vale a pena separar as câmaras da rede da empresa?

Vale. Além do trânsito de vídeo não competir com o trabalho das pessoas, um equipamento de vídeo comprometido deixa de ser porta de entrada para o resto. É configuração, não custa equipamento adicional, e quase nunca é feito.

COSTUMA VIR A PAR DISTO

Videovigilância e CCTV

Câmaras, gravador, cabo e acesso remoto — projetados em conjunto, porque é sempre a parte esquecida que estraga o resto.

Smart building

Dispositivos, câmaras, alarmes e energia num só painel, em tempo real — multi-site, para hotelaria e para casa.

Alarme e controlo de acesso

Deteção de intrusão, controlo de acesso, catracas e vídeo porteiro — configurados para que ninguém sinta vontade de os desligar.

Redes e cabeamento estruturado? Descreve o problema.

Duas linhas chegam. Eu resmungo, digo-te o que não precisas e — se fizer sentido — construímos.

FALAR COM O MALUCO